PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS VOLTA A SUBIR NA CAPITAL E REGIÃO

Bahia

Quem abasteceu o carro em Salvador nas ultimas horas encontrou um cenário mais pesado no bolso: em alguns postos, o litro da gasolina passou a custar até R$ 6,50, e do etanol R$ 4,73, de acordo com levantamentos realizados em pontos diferentes da cidade. Em relação aos dias anteriores, o aumento, que chega a R$0,70, se comparar estabelecimentos, pegou muitos motoristas de surpresa.

Diferentemente de outras ocasiões, não houve anúncio oficial de reajuste pela Acelen — empresa que administra a Refinaria de Mataripe nesta semana. O que se verificou foi um movimento de repasse por parte dos postos de combustíveis, que seria, segundo os donos, um reflexo da variação do mercado e do impacto acumulado de reajustes anteriores. A Acelen já havia comunicado, em junho, aumentos de 4,2% na gasolina e 4,5% no diesel, e em julho anunciou reduções pontuais. A variação atual, segundo especialistas, mostra a sensibilidade dos preços às oscilações internacionais e ao câmbio.

O Sindicombustíveis Bahia, que em outras ocasiões já havia informado aumentos médios de até 6,4%, destacou recentemente que os repasses dependem da estratégia de cada posto e da política de compra junto às distribuidoras. Assim, a diferença de valores dentro da própria capital baiana é comum: enquanto em alguns pontos da orla o litro pode chegar a R$ 7, em regiões mais afastadas ainda é possível encontrar preços abaixo desse patamar.

Para os consumidores, no entanto, pouco importa a explicação. “Coloquei R$ 100 de gasolina e a bomba só marcou pouco mais de 15 litros. A gente não consegue mais rodar como antes”, reclamou o motorista de aplicativo Marcos Vinícius, que atua no bairro do Stiep. Do outro lado, os frentistas também sentem a pressão. “Hoje pela manhã, vários clientes perguntaram por que o preço subiu de um dia para o outro”, disse João Paulo, atendente em um posto em Amaralina.

Economistas lembram que o Brasil adota a política de paridade de importação, que vincula os preços internos às oscilações internacionais do petróleo e derivados. O aumento do dólar frente ao real, cortes na produção em países exportadores e tensões geopolíticas contribuem para a alta. Além disso, medidas econômicas nos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, vêm impactando diretamente o mercado global de petróleo, repercutindo nos preços praticados em países dependentes de importação como o Brasil.

Fonte: Tribuna da Bahia

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